Programa

Inicio / Congresso

PROGRAMA PROVISÓRIO

Clique sobre o titulo para ver o resumo da comunicação

10 de maio, Quinta-Feira
8:30
Abertura do secretariado
9:00
Sessão de Abertura
José Boavida Fernandes, Carlos Filipe, Conceição Almeida - Técnica Superior de Saúde no Programa Nacional para a Saúde Mental
9:30
SPDA - Sociedade Portuguesa de Défice de Atenção
José Boavida Fernandes - Pediatra do Neurodesenvolvimento
Comunicação PDF: BREVEMENTE
A SPDA é uma associação científica, de âmbito nacional, sem fins lucrativos e de utilidade pública, dotada de personalidade jurídica, constituída em 11 de outubro de 2016. É uma associação de profissionais que integra um amplo espectro de especialistas e investigadores com interesse em desenvolver atividade na área da Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA). Tem por objetivo não só apoiar prestadores de cuidados a indivíduos de todas as idades com PHDA e suas famílias, mas também promover boas práticas e investigação nesta área. A SPDA pretende ser um fórum onde participem essencialmente médicos (pediatras, neuropediatras, pedopsiquiatras, psiquiatras, médicos de MGF), psicólogos, professores, enfermeiros, terapeutas e investigadores nesta área.
9:50
ATUALIZAÇÃO NA BIOLOGIA DA PHDA: NEUROIMAGEM E CIRCUITOS FUNCIONAIS
César Soutullo - Pedopsiquiatra
Comunicação PDF: BREVEMENTE
A PHDA é uma perturbação do neurodesenvolvimento de origem biológica a nível cerebral, com uma base genética de 77%, que afeta 5-8% das crianças e adolescentes e cujos sintomas permanecem em 50% na vida adulta. A PHDA causa múltiplos problemas a crianças, adolescentes e adultos., não só do ponto de vista académico e comportamental, mas também aumentando o risco de depressão, ansiedade e abuso de substâncias.
Também aumenta o risco de acidentes, lesões não intencionais, piora a saúde física e produz alterações nas relações interpessoais e condiciona uma sobrecarga económica para os sistemas de educação e saúde.
Os diferentes modelos neuropsicológicos para explicar a PHDA têm evoluído a par do avanço da neuroimagem estrutural e funcional e deixaram de estar centrados em modelos que envolviam estritamente zonas frontais e circuitos fronto-parietais e fronto-estriados (implicados na intenção e na função executiva “fria”). Passaram a envolver circuitos fronto-limbicos até aos gânglios basais implicados no processamento das recompensas mediado pela dopamina no Nucleus Accumbens (função executiva “quente”) e também implicados na regulação emocional com ligações à amígdala. Para além disso, existe um circuito fronto-cerebeloso implicado na perceção do tempo e na inatenção e outro circuito de auto-monitorização (atenção ventral).
Os achados de neurimagem estrutural encontaram mais diferenças entre casos de controle sãos e doentes com PHDA nas zonas dos núcleos da base, sistema límbico e cingulado anterior e não tanto em zonas frontais (exceto no córtex pré-frontal dorsolateral, onde há diferenças volumétricas).
Em concreto no nucleus accumbens, responsável pelo processamento da recompensa, em que aumenta a dopamina perante estímulos como a comida, drogas de abuso ou sexo, a trajetória volumétrica na PHDA é divergente em relação a indivíduos sãos.
No que respeita a imagem funcional e conectividade, em comparação com indivíduos sãos, há um aumento da função na PHDA, do Circuito de Ativação por Defeito (Default Mode network), e uma menor ativação do circuito fronto parietal (orientado para a realização de tarefas) e do circuito de atenção ventral, responsável pela auto-monitorização e introspeção. É importante saber que ao ter mais ativo o circuito de ativação por defeito e não poder inibi-lo perante um estimulo de entrada, o doente estará mais distraído e que o uso da medicação pode melhorar a capacidade do paciente para reduzir a atividade do circuito de ativação por defeito, e também aumentar a atividade do circuito fronto- parietal.
Evolutivamente observa-se que em adultos em que a PHDA deixa de estar presente, estas alterações no circuito de ativação por defeito, revertem, mas não naqueles com PHDA persistente.
10:35
Discussão
10:50
Intervalo
Mesa 1
PHDA e Mindfullness
Moderador: Carlos Filipe
11:20
UM CÉREBRO QUE APRENDE A PARAR
Cátia Almeida - Pedopsiquiatra
Comunicação PDF: BREVEMENTE
A psicopatologia infantil tem-se vindo a alterar dramaticamente nas últimas décadas. Assistimos à diminuição da chamada patologia interiorizadora, da linha neurótica, e a um crescente aparecimento dos quadros exteriorizadores, onde o comportamento disruptivo se torna o problema. Desse modo, não é de admirar que o principal motivo de consulta e de ida à urgência de Pedopsiquiatria sejam as perturbações de comportamento (onde vou incluir os quadros de oposição e a própria PHDA, apesar de esta ter outra etiologia).
As armas farmacológicas para o comportamento disruptivo têm resultados desanimadores e é necessário encontrar alternativas terapêuticas, que se conseguirão depois de uma reflexão séria acerca da génese destas perturbações.
Entre outros factores, gostaria de referir a cultura digital como promotora dos quadros que referi. São indiscutíveis as vantagens que a Era digital trouxe às sociedades modernas, mas os adolescentes atuais, nascidos depois da revolução digital, têm dificuldades acrescidas em desenvolver determinadas competências. Refiro-me concretamente às competências de auto-regulação, à tolerância à frustração e ao adiamento da gratificação imediata. Estas são funções executivas, que sabemos estarem em défice na PHDA e igualmente nas perturbações de comportamento. As novas gerações conhecem-se pior, têm um léxico emocional mais restrito, uma inteligência emocional mais pobre, uma capacidade olhar para si mesmo diminuída (aquilo a que chamamos interioridade), uma consciência corporal reduzida, uma ausência de controlo dos impulsos e grandes dificuldades nas relações interpessoais. É-lhes mais difícil tomar decisões ponderadas porque o tempo entre o estímulo e a acção (que é quase sempre reacção) não existe. Têm dificuldade em estar a sós, em parar, em não fazer nada. Vivem como desconhecidos num corpo estranho e numa mente ausente.
Urge encontrar intervenções que invertam estas limitações. Um dos projectos que me parece promissor nesta linha são as “Mentes Sorridentes”, um programa de mildfullness em meio escolar. Com um protocolo simples, os cérebros adolescentes são convidados a parar para se conhecerem, para conhecerem e habitarem os corpos que comandam, para desenvolverem competências de empatia e humanidade. Aprendem a parar para se auto-regularem, para gerirem os estímulos stressores internos e externos, para resolverem conflitos e aumentarem o amor-próprio e aos outros, premissa da saúde mental.
11:45
MENTES SORRIDENTES - MINDFULNESS EM CONTEXTO ESCOLAR
Dulce Gonçalves - Professora e Presidente da Associação Mentes Sorridentes e Mónica Pinto - Pediatra do Neurodesenvolvimento
Comunicação PDF: BREVEMENTE
Evidências crescentes revelam que a prática de mindfulness melhora o bem-estar psicológico (Singleton et al., 2014), os sintomas de ansiedade (Roemer et al., 2009), os sintomas de desatenção e hiperatividade (Zyloska et al, 2008), entre outros.
No âmbito educativo, a nível internacional, os resultados obtidos revelam-se promissores. Por outro lado, não divergem particularmente dos resultados obtidos com adultos, sendo que as escolas que integram programas de mindfulness têm resultados significativos a nível do bem-estar emocional dos seus alunos, da saúde mental, da sua capacidade de aprendizagem e, até, da melhoria da sua condição física.
O presente trabalho pretende divulgar o projeto-piloto designado por Mentes Sorridentes desenvolvido no Agrupamento de Escolas João Villaret (Loures). Este consistiu na transmissão de técnicas de mindfulness à comunidade escolar, procurando responder aos níveis elevados de ansiedade e dificuldades de atenção/concentração e emocionais dos alunos. Foi estabelecida uma parceria com o Hospital Beatriz Ângelo, que acompanhou e avaliou o projeto.
Foi feito um estudo, com avaliação pré e pós-intervenção dos alunos de 2º e 3º ciclo participantes, através dos testes D2 (concentração), SDQ (funcionamento global), PH Self-Concept Scale (auto-conceito), Diário das Mentes e Ficha de auto-avaliação. Pessoal docente e não-docente e encarregados de educação responderam a questionários de avaliação. Fez-se análise descritiva e comparativa dos dados quantitativos (SPSS v.20) (IC 95%, p<0,05) e de conteúdo dos dados qualitativos.
Apresentam-se os resultados do projeto, onde se verificou uma melhoria no Índice de Concentração e Desempenho Global no teste D2, no score de auto-conceito, de problemas emocionais e comportamentais e de funcionamento global. Qualitativamente, os alunos notaram melhoria no controlo da ansiedade, do desempenho e concentração, diminuição da impulsividade, maior prazer nas relações e maior sentido para a vida. A avaliação pelos adultos também foi positiva.
O estabelecimento desta parceria permite realçar a importância de uma intervenção conjunta nos problemas de comportamento, atenção e emocionais dos adolescentes. As técnicas de mindfulness mostram resultados positivos na gestão emocional, aumentando a disponibilidade para as aprendizagens e melhorando a qualidade de vida dos alunos.
12:30
Discussão
13:00
Almoço
Mesa 2
PHDA e Pré-escolar
Moderadora: Sónia Figueiroa
14:30
ESPECTRO DOS SINTOMAS PHDA EM IDADE PRÉ-ESCOLAR
Graça Fernandes - Pedopsiquiatra
Comunicação PDF: BREVEMENTE
Nestas idades, 3-5 Anos, a multiplicidade de sinais/sintomas que podem ser motivo de inquietação de pais/educadores/psicólogos/clínicos espelha o desenvolvimento na sua dimensão psico-motora, afectiva e social.
A descrição realizada pelos pais do comportamento preocupante dos seus filhos esbarra muitas vezes na observação da criança, sendo o primeiro-retrato robô realizado, (não em traços gráficos mas mentais) muito distinto do segundo.
É pois fundamental que além da subjetividade inerente em consultas onde se pretende compreender um individuo que nos é lido e interpretado por outros, a objetividade clinica da observação e consequente avaliação multidisciplinar estejam sempre presentes.
Nestas idades, como na latência, a presença de sintomas de PHDA tem na maioria das situações clinicas uma apresentação comórbil.
O Manual Diagnóstico utilizado na consulta da Primeira Infância, DC 0-3 R, foi atualmente substituído pela DC 0-5. Nesta nova classificação além do aumento da faixa etária abrangida, existem alguns diagnósticos novos, entre eles, a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção.
Nas situações em que o diagnóstico diferencial se impõe as perturbações que aparecem no topo são as PEA*, as PPS*, as PGD*as PA* e POD”.
Esclarecedor na integração deste conhecimento é a possibilidade de podermos partilhar diferentes clusters de sintomas em idades precoces e que atualmente são quadros clínicos de PHDA em idade escolar. Evidenciaremos desta forma a avaliação dos sintomas de um modo multidimensional (ao longo da vida da criança e tendo em conta as diferentes expressões ao longo do desenvolvimento) vs categórica.

* Estes diagnósticos pertencem à classificação DC 0-5 e são respetivamente:
*PEA- Perturbação do Espetro do Autismo *PPS-Perturbação do Processamento Sensorial *PGD-Perturbação Global do Desenvolvimento *PA- Perturbação de Ansiedade

“Este diagnóstico pertence à DSM V
“Perturbação de Oposição e Desafio
14:50
E QUANDO OS PAIS TÊM PHDA
João Guerra - Pedopsiquiatra
Comunicação PDF: BREVEMENTE
A PHDA é uma doença de etiologia familiar em que as componentes genética e ambiental têm um papel preponderante. O objectivo da apresentação é discutir as questões relacionadas com a PHDA nos progenitores e a sua influência no exercício da parentalidade. Este aspecto também se relaciona com a clínica dos filhos e as suas diferentes expressões sintomáticas. 
15:10
MODELOS DE INTERVENÇÃO
Vânia Miranda - Pedopsiquiatra
Comunicação PDF: BREVEMENTE
São frequentes os pedidos de consulta de pedopsiquiatria por suspeita de Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção em idade pré-escolar. No entanto, nesta faixa etária é importante ponderar diagnósticos diferenciais como a Perturbação da Regulação do Processamento Sensorial e as questões relacionais. Nesta comunicação, pretende-se reflectir sobre estes quadros clínicos e consequentes intervenções terapêuticas, com especial enfoque nestas últimas, com uma revisão da literatura recente. São também frequentes as crianças que surgem na consulta medicadas, devendo este aspecto também ser alvo de discussão. Os estudos mostram menor eficácia da medicação nestas idades, associada a uma maior incidência de efeitos paradoxais. As intervenções psicoeducativas, nomeadamente os grupos de treino parental, parecem ser as que têm maior eficácia no controle comportamental destas crianças, sendo importante investir na divulgação e implementação dos mesmos.
15:35
A EXPERIÊNCIA DO PROGRAMA ANOS INCRÍVEIS NO HOSPITAL PEDIÁTRICO DE COIMBRA
Margarida Almeida - Psicóloga Clínica
Comunicação PDF: BREVEMENTE
A implementação do programa no CDC tem como principal objetivo oferecer uma resposta/intervenção validada para crianças em idade pré-escolar (3 – 6 anos), utentes das várias consultas do CDC (Desenvolvimento, Neurologia e Metabólicas) que apresentem comportamentos de PHDA e/ou outro tipo de problemas de comportamento. Anualmente chegam ao Centro de Desenvolvimento da Criança (CDC) do HPC aproximadamente 2.000 pedidos de primeira consulta, sendo que cerca de 30% apresenta problemas de comportamento. A experiência de mais de 30 anos desta consulta evidencia que a intervenção farmacológica é, na maioria dos casos, insuficiente para dar resposta eficaz aos problemas que as famílias enfrentam no seu dia-a-dia. Paralelamente, em idade pré-escolar, os programas comportamentais de intervenção parental são os recomendados como tratamento de primeira linha (American Academy of Pediatrics, 2011). A Série de programas Anos Incríveis desenvolvido por Carolyn Webster-Stratton (www. incredibleyears.com) é uma abordagem compreensiva, multimodal e baseada em evidência, que envolve programas para pais, educadores e para a criança. Em Portugal, existe já uma vasta experiência com este programa e muita investigação tem sido feita neste domínio, sendo que os resultados têm evidenciado, sistematicamente, que o programa é eficaz, tanto na mudança de práticas parentais como no comportamento da criança. Os resultados dos grupos clínicos realizados no CDC, ainda que preliminaries, apontam no mesmo sentido.
15:50
Discussão
16:05
Intervalo
16:20
APRESENTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES LIVRES
ANFITEATRO B: Moderador: Filipe Silva
ANFITEATRO C: Moderadora: Mónica Pinto
17:25
APRESENTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES Poster
Apresentação junto aos posters
Moderadoras: Ana Rodrigues; Sara Pedroso; Susana Nogueira
18:25
Encerramento dos trabalhos
11 de maio, Sexta-Feira
8:30
Abertura do secretariado
Mesa 3
PHDA e Novas dependências
Moderadora: Teresa Cartaxo
9:15
IMPLICAÇÕES DOS ECRÃS NA ATENÇÃO E NO SONO
Filipe Silva - Pediatra do Neurodesenvolvimento
Comunicação PDF: BREVEMENTE
Os ecrãs estão por toda a parte e atraem adultos e crianças deste tenra idade, sendo utilizados durante muitas horas e antes de dormir. As imagens são cada vez mais rápidas e os efeitos visuais mais espetaculares. Haverão consequências no padrão do sono e no controlo da atenção?
Por outro lado, a internet e os videojogos ocupam cada vez mais o tempo de lazer das crianças e adolescentes, e parecem particularmente atrativos para as crianças com PHDA, com risco de padrões de utilização aditivos e substituição de atividades físicas e sociais.
Nesta apresentação, pretende-se rever os resultados dos estudos sobre a relação entre a utilização de ecrãs, o controlo da atenção e o padrão de sono.
9:35
DEPENDÊNCIA DE ECRÃS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM PHDA - PREVENÇÃO E SINAIS DE ALERTA
Ivone Patrão - Psicóloga
9:55
DEPENDÊNCIAS COMPORTAMENTAIS E APROXIMAÇÃO À PHDA NO ADULTO
João Reis - Psiquiatra e Paula Santos - Psicóloga
10:25
Discussão
10:40
Intervalo
Mesa 4
PHDA: diagnóstico e intervenção
Moderador: Joaquim Cerejeira
11:10
DIAGNOSTICO DIFERENCIAL NA PHDA
Rita Gonçalves, Vanessa Pinto, Pedro Santos, Filipa Reis, Sara Pedroso, Teresa Cartaxo - Pedopsiquiatras
Comunicação PDF: BREVEMENTE
Introdução
A Perturbação da Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA) é uma patologia que se manifesta geralmente em idade pediátrica, caracterizando-se por sintomas de hiperatividade, impulsividade e/ou défice de atenção. No entanto, os sintomas descritos para esta patologia podem sobrepor-se com outras condições que surgem na mesma faixa etária, podendo as mesmas ocorrer simultaneamente em comorbilidade, o que dificulta o diagnóstico diferencial.
Métodos
Com o objetivo de compreender quais os diagnósticos diferenciais a ter em conta quando presentes sintomas sugestivos de PHDA, conduzimos uma revisão sistemática da literatura disponível acerca do tema, nas plataformas eletrónicas PubMed e Medline, assim como em livros e guidelines disponíveis sobre a patologia, até Março de 2018.
Resultados
Inúmeras patologias podem constituir potenciais diagnósticos diferenciais para a PHDA. Deve-se começar por excluir uma variação normal do desenvolvimento, tendo em conta os diferentes estádios do desenvolvimento ao longo do crescimento da criança. Em relação aos quadros psicopatológicos, deveremos considerar múltiplos grupos de patologias, nomeadamente as perturbações do neurodesenvolvimento, patologias neurológicas, perturbações emocionais e do comportamento, fatores ambientais e psicossociais que poderão causar ou influenciar a apresentação do quadro, assim como condições médicas gerais. Não devemos esquecer, no entanto, que muitos destes quadros clínicos poderão constituir simultaneamente diagnóstico diferencial ou comorbilidade de PHDA, sendo importante não excluir a existência da patologia sempre que estes estejam presentes, tendo particular atenção a uma história clínica detalhada e um exame do estado mental cuidadoso.
Conclusão
Dada a multiplicidade de patologias que podem mimetizar ou surgir em comorbilidade com a PHDA, o seu conhecimento e capacidade de exclusão surgem como uma competência básica para todos os profissionais de saúde que contactem com a faixa etária pediátrica, para que o diagnóstico seja o mais fidedigno possível. Esta aptidão irá melhorar a qualidade de vida destas crianças e adolescentes com PHDA por ser possível uma resposta dirigida e eficaz.
11:30
COACHING EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS COM PHDA
Sandra Pinho - Psicóloga
Comunicação PDF: BREVEMENTE
Na maioria dos casos, os sintomas de PHDA persistem na adolescência e idade adulta tornando-se até mais problemáticos. Por definição, a PHDA deve desenvolver-se antes dos 12 anos de idade, mas frequentemente esta perturbação só é diagnosticada mais tarde. Tratando-se de uma desordem das funções executivas, torna-se mais incapacitante à medida que o desenvolvimento do indivíduo impõe mais exigências a estas funções.
O autocontrolo e a autorregulação são determinantes para o sucesso escolar e as exigências aumentam do ensino básico para o secundário e, sobretudo, nos primeiros anos do ensino superior. Nesta fase, os estudantes enfrentam uma série de exigências de organização e controlo das suas atividades cognitivas e sociais. Além disso, os pais começam a retirar a ajuda na organização e a exigir que o jovem se autonomize.
A frequência do ensino superior representa inúmeros desafios às funções executivas do cérebro: gerir o tempo, o dinheiro e, por vezes, um lar, organizar o estudo, moderar uso de substâncias, obter cuidados médicos, fazer e manter relacionamentos, entre outros. Assim, é nesta fase de forte apelo às funções executivas do cérebro, que muitos jovens com PDAH poderão enfrentar dificuldades mais flagrantes e incapacitantes.
A intervenção de um profissional qualificado em Coaching para adultos com PHDA pode ser determinante para ajudar o jovem a desenvolver estratégias que aumentem a sua funcionalidade no dia-a-dia e a selecionar e requerer ajustamentos que favoreçam o seu processo de ensino-aprendizagem.
11:50
Tratamento Farmacológico da PHDA. Optimização PAra Prevenir complicações
César Soutullo - Pedopsiquiatra
Comunicação PDF: BREVEMENTE
A PHDA é uma perturbação do neurodesenvolvimento de origem biológica a nível cerebral, com uma base genética de 77%, que afeta 5-8% das crianças e adolescentes e cujos sintomas permanecem em 50% na vida adulta. A PHDA causa múltiplos problemas a crianças, adolescentes e adultos., não só do ponto de vista académico e comportamental, mas também aumentando o risco de depressão, ansiedade e abuso de substâncias. Também aumenta o risco de acidentes, lesões não intencionais, piora a saúde física e produz alterações nas relações interpessoais e condiciona uma sobrecarga económica para os sistemas de educação e saúde.
Perante um paciente com PHDA é importante um plano individualizado para ele e para a família, tendo em conta também fatores como a comorbilidade, as exigências académicas, a situação familiar e outros aspetos bio-psico-sociais. O tratamento da PHDA tem 3 componentes, embora nem sempre todas necessárias:
1. Psicoeducação e treino de pais e professores na abordagem comportamental. É importante que os pais saibam abordar.
2. Apoio educativo incluindo treino em competências organizativas, apoio em áreas onde a criança tenha mais dificuldades (leitura, matemática), e adaptações curriculares não significativas, como dar mais tempo para os testes/exames, fazer exames orais ou ler os enunciados.
3. Medicação com fármacos estiulante ou não estimulantes.
Os fármacos co maior efeito no tratanento da PHDA são os estimulantes (metilfenidato e anfetaminas) e depois os não estimulantes (Guanfacina de libertação prolongada e atomoxetina). Nos Estados Unidos também há estimulantes com misturas de sais de anfetaminas e ente os não estimulantes, clonidina de libertação prolongada.
Estudos recentes indicam que a eficácia é maior nos estimulantes do que nos não estimulantes. Dentro de cada grupo, a lisdexanfetamina tem maior magnitude de efeito embora tenha pior tolerabilidade do que o metilfenidato. Entre os não estimulantes, a guanfacina tem maior magnitude de efeito do que a atomoxetina mas também é menos bem tolerada.
Os guías clínicos recomendam iniciar o tratamento com um estimulante e se não se obtiver resposta mudar para outro estimulante de outra classe. Se apesar disso não houver resposta debe passar-se a um não estimulante.
Há casos em que é recomendado o uso de um não estimulante de primeira linha, concretamente quando há AP de má tolerância ou efeitos adversos com estimulantes (irritabilidade, alterações do humor), ou em casos graves de ansiedade ou tiques em que pensamos que possam agravar com estimulantes.
Os efeitos adversos mais frequentes dos fármacos para a PHDA são geralmente moderados e podem reduzir com o tempo ou com uma redução d dose.
No caso dos estimulantes os mais frequentes são anorexia, perda de peso, insónia, cefaleias, ou sintomas gastrointestinais. A atomoxetina pode causar também problemas digestivos, insónia, sonolência diurna e anorexia.
A guanfacina pode produzir sedação, diminuição da TA, sincopes e por vezes aumento do apetite, pelo que deve iniciar-se gradualmente subindo a dose a cada semana.
A medicação deve usar-se tanto tempo quanto seja necessária, embora periodicamente, num doente que está estável durante muito tempo (vários anos), deveria avaliar-se se a medicação continua a ser necessária.
12:40
Discussão
13:00
Encerramento do Congresso

Deadlines
importantes

4/3/18

Inscrição com desconto

15/4/18

Envio de comunicações

6/5/18

Fim inscrições on-line

7th World Congress on ADHD

Patrocinio Científico

Ordem dos Médicos
SPP

Acreditação

CCPFC/AAC

Informações úteis
Registo: CCPFC/ACC-100394/18,
Nº de horas acreditadas: 15
Válida até: 05-03-2021
Modalidade: Curso de Formação, Destinado a: Educadores de Infância, Professores dos ensinos básicos e secundário, Professores de Educação Especial
CFIAP

OS NOSSOS PARCEIROS

BID-lab
Turismo Centro Portugal
Atualmed
CP - Comboios de Portugal
FCTUC

Apoios

JnJ
Azevedos
Lilly
Bial

Telefone

963 010 262

e-mail

secretariado@spda.pt

Sócio SPDA

www.spda.pt