Secção 2

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Secção 2
P 2.1
PHDA e Epilepsia
Alves, Mariana P.1; Oliveira, I1; Vilariça, Paula2
1 - Médicas internas de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, Área de Pedopsiquiatria, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa.
2 - Médica Assistente Hospitalar Graduada de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, Área de Pedopsiquiatria, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa
CATEGORIA: COMORBILIDADES
OBJETIVOS: Verificar se existe uma associação entre Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) e epilepsia, qual a sua etiologia e possíveis implicações na prática clinica.
MÉTODOS: Revisão não sistemática da literatura na base de dados Pubmed com as palavras-chave “ADHD”, “Epilepsy”, “Relationship”, “Children and Adolescents”.
RESULTADOS: A epilepsia é uma doença comum em crianças e adolescentes e cerca de um terço destes também apresenta PHDA. Estudos sugerem que crianças com PHDA têm o dobro do risco de desenvolver epilepsia, comparativamente com crianças sem PHDA. A literatura indica que existe, efetivamente, uma associação bidirecional entre PHDA e epilepsia. Existem vários mecanismos que poderão explicar esta associação. A PHDA pode ser um sintoma não especifico causado por antiepiléticos, por crises epileptiformes não convulsivas ou por efeitos crónicos das crises epiléticas. Estas doenças podem ainda ter mecanismos neurobiológicos comuns.
DISCUSSÃO: Uma vez que a PHDA afeta significativamente a qualidade de vida das crianças com epilepsia, a intervenção terapêutica nesta comorbilidade deve ser uma prioridade. Historicamente, na prática clínica existe alguma relutância em tratar a PHDA em crianças com epilepsia, pelo receio de baixar o limiar convulsivo. Contudo, estudos recentes sugerem que os psicoestimulantes são bem tolerados e eficazes nestes casos, sendo o metilfenidato o agente farmacológico mais indicado no tratamento dos sintomas de PHDA, sem aparente aumento do risco convulsivo, ainda que os estudos sejam limitados.
CONCLUSÕES: A associação complexa entre PHDA e epilepsia ainda não está clara, pelo que é necessária a realização de estudos metodologicamente mais robustos. Só assim será possível emitir recomendações vali-dadas que possam ser transpostas para a prática clínica.
P 2.2
Défice de Atenção com Excesso de Adversidade
Ferreira Carvalho, R.1; Oliveira, I.2; Canas Simião, H.3 ; Henriques, S.3; Goldschmidt, T.4
1- Interno de Psiquiatria da Infância e Adolescência CHLN
2 - Interna de Psiquiatria da Infância e Adolescência CHLC
3 - Interno de Psiquiatria CHLO
4 - Pedopsiquiatra CHLN
CATEGORIA: COMORBILIDADES
OBJETIVOS: Este trabalho procura rever a literatura mais relevante sobre o tema das Experiências Adversas na Infância (ACEs), transpondo a sua aplicabilidade para a prática clínica de Pedopsiquiatria em relação com a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA).
MÉTODOS: Partindo de uma revisão não sistemática da literatura, foi feito um levantamento da casuística de 3 anos (2014 a 2016) dos casos seguidos no Serviço registados na base de dados, com o objetivo de salientar elementos identificados como potenciais ACEs, correlacionando com os diagnósticos de PHDA. Foi feita uma análise estatística descritiva dos casos registados.
RESULTADOS: Vários estudos salientam a importância de experiências de vida precoce e influência na saúde no percurso vital. Foi demonstrado que indivíduos com pelo menos 4 ACEs tendem a ter mais problemas físicos e mentais enquanto adultos e mortalidade mais precoce. Estudos fisiológicos explicam a influência biológica destes, com consequências cognitivas e emocionais. Da casuística estudada, 6 a 40% apresentavam alguma experiência adversa na infância. Destes, a maioria apresentava diagnóstico clínico de PHDA. A Pedopsiquiatria apresenta-se como uma especialidade privilegiada na deteção precoce de ACEs e na sua prevenção primária e secundária; procurando modular o efeito na saúde futura e consequências do trauma na identificação de crianças caracterizadas como desatentas.
CONCLUSÕES: Há uma importante incidência de experiências traumáticas nas crianças e adolescentes segui-dos em Pedopsiquiatria e uma elevada proporção de diagnóstico de PHDA. O trauma está relacionado com o défice de atenção. Uma eventual redução nos ACEs experienciados e a capacitação da resiliência em crianças ou adolescentes já expostos a experiências adversas poderia ter um efeito positivo e significativo na saúde mental dessa pessoa, com impacto na vida académica e social, com enfoque no diagnóstico de PHDA.
P 2.3
Associação entre Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) e a Perturbação de Jogos de Internet (PJI)
Diana Pereira1; Inês Barroca2; Mafalda Mendes1; Raquel Fernandes1; Joana Pereira1; André Ponte1; Filipe Gonçalves3
1 - Internos de Psiquiatria do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa
Interna de Pedopsiquiatria do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental
3 - Médico Psiquiatra do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa
CATEGORIA: COMORBILIDADES; ADULTO
OBJETIVOS: A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é reconhecidamente um preditor e uma comorbilidade presente em várias perturbações aditivas, relacionadas ou não com o consumo de substâncias. O DSM-5 engloba as adições numa só categoria denominada “Perturbações relacionadas com substâncias e Perturbações aditivas”, onde o Jogo Patológico (JP) permanece ainda como o único comportamento aditivo reconhecido. No entanto, na secção III deste manual, a Perturbação de Jogos de Internet (PJI) é mencionada pela primeira vez como uma condição que carece de melhor caracterização e investigação clínica antes de poder ser reconhecida como uma perturbação distinta. O objectivo desta revisão é caracterizar a associação entre a PHDA e a PJI bem como o impacto desta apresentação comórbida no prognóstico e qualidade de vida dos doentes.
MÉTODOS: Tendo por base o DSM-5, realizámos uma revisão bibliográfica baseada em livros de referência e na base de dados PubMed. Para a pesquisa foram utilizadas como palavras chave: “attention-deficit hyperactivity disorder”, “comorbidity”, “Internet gaming disorder”, “pathological vídeo-game use”.
RESULTADOS: A PHDA é uma perturbação do neurodesenvolvimento caracterizada por um padrão persistente de desatenção, impulsividade e hiperatividade que interfere no funcionamento social, académico ou profissional do doente. Independentemente do uso de internet, o uso excessivo de videojogos tem estado associado à psicopatologia da PHDA de várias formas. Alguns autores apontam a hiperatividade, impulsividade, inatenção e dificuldade na concentração como características que favorecem a utilização excessiva de videojogos. Tanto a estimulação contínua como a aquisição de recompensa imediata proporcionada por esta atividade são características sobejamente apreciadas pelos indivíduos com PHDA8. Por outro lado, adultos com PJI e PHDA comórbida tendem a apresentar doença mais grave, com maior impulsividade e hostilidade associadas.
CONCLUSÃO: A maioria dos estudos apontam para uma forte associação entre a PHDA e a PJI, que contribui para um pior prognóstico e redução da qualidade de vida dos doentes. No entanto, o mecanismo por detrás desta associação permanece ainda mal esclarecido, sendo necessários mais estudos.
P 2.4
(DES)CONCENTRADO E PERSEGUIDO: UMA QUESTÃO DE DOPAMINA - A propósito de um caso clínico
Ana Margarida Francoa,1; Inês Fonsecaa,1; Nuno Ribeiroa,1; João Nogueira1; Bernardo Barata1; Joana Vieira1; Maria João Freire1; Liliana Moreno1; Sara Penedos1; Rui Ribeiro2; António Gamito2
a - Os autores contribuíram de forma igual para o trabalho
1 - Médico Interno de Formação Específica de Psiquiatria
2 - Médico Especialista em Psiquiatria
CATEGORIA: COMORBILIDADES; ADULTO
OBJETIVOS: Descrição de caso clínico de Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA) no adulto, não diagnosticada na infância, e comórbida com Perturbação de Uso de Cocaína. Revisão de literatura relacionada.
MÉTODOS: Consulta de processo clínico e revisão bibliográfica através de Pubmed com “Attention deficit hyperactivity disorder”; “Substance abuse”.
RESULTADOS: Homem de 38 anos, sem antecedentes psiquiátricos, com história de consumo regular de cocaína. Foi internado no serviço de Psiquiatria do Hospital de Setúbal por psicose tóxica (cocaína), com rápida reversão do quadro (3 dias) com Olanzapina 10mg. Com a resolução da psicose apurou-se história de dificuldade de concentração e irrequietude desde a infância, provavelmente compatível com PHDA. Apresentou resposta favorável à introdução de Metilfenidato acção rápida, tendo tido alta após 5 dias, medicado com Olanzapina 10mg e Metilfenidato libertação modificada 20mg.
DISCUSSÃO: A PHDA caracteriza-se pela tríade: falta de atenção, hiperactividade e impulsividade. Em adultos apresenta uma comorbilidade considerável com outras perturbações mentais, principalmente com Perturbações Aditivas. Cerca de ¼ das adições tem associação com PHDA, sendo estes casos mais graves e mais precoces. O tratamento da PHDA na infância com Metilfenidato parece reduzir o risco de desenvolvimento duma Perturbação Aditiva na idade adulta. O tratamento de substituição da dependência de cocaína inclui o uso de Metilfenidato. Quando a PHDA se apresenta com outras comorbilidades, a abordagem terapêutica ocorre depois de tratadas as outras perturbações. Neste caso foi possível tratar a Perturbação do Uso de Cocaína e a PHDA com recurso à mesma terapêutica.
CONCLUSÕES: O caso apresentado reforça a premência do tratamento atempado da PHDA na infância. Embora o diagnóstico de PHDA no adulto não seja tipicamente considerado, a sua elevada comorbilidade psiquiátrica deve alertar-nos para a possibilidade da existência da perturbação, nomeadamente em indivíduos com Perturbações Aditivas.
P 2.5
Associação entre o sono e suas alterações com a perturbação de hiperatividade e défice de atenção no adulto.
Filipa Pontes1; Lara Lopes1
1 - Internas de Formação Especifica em Psiquiatria; Centro Hospitalar do Médio Tejo, EPE
CATEGORIA: COMORBILIDADES; ADULTO
INTRODUÇÃO: As alterações de sono, nomeadamente a insónia tem uma prevalência na população geral de 31 a 56%. Os distúrbios de sono acometem mais de 70% das crianças e adultos com perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA), o que representa cerca de 3% dos adultos da população geral com comorbilidade entre PHDA e alteração do sono
OBJETIVO: A presente revisão tem como objetivos compreender a relação entre os distúrbios de sono e a PHDA e a relação dos psicoestimulantes administrados no tratamento desta patologia e o sono.
MÉTODO: As autoras realizaram uma revisão não sistematizada do tema utilizando como ferramenta o Pubmed. Foram utilizadas na pesquisa as seguintes palavras chave ADHD, adult, methylphenidate, sleep, treatment e circadian rythm.
DISCUSSÃO E CONCLUSÕES: A PHDA nos adultos associa-se a um prolongamento da latência de sono, independentemente das queixas de subjetivas de insónia. A manutenção do sono está perturbada e ocorre ainda um despertar tardio nestes doentes. Observam-se alterações da arquitetura do sono e da libertação da melatonina. Relativamente a interferência dos psicofármacos estimulantes no padrão de sono, os estudos obtêm diferentes resultados entre si. O tratamento do sono parece, também, ser uma pedra basilar para a melhoria da PHDA já que estas alterações observadas na infância mantém-se no adulto.
P 2.6
Perturbação do Espetro do Autismo e PHDA
Mafalda Azevedo Mendes1; Diana Pereira1; Raquel Fernandes1; Mariana Silva1; Maria Moreno1
1 - Interna de Psiquiatria do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa
CATEGORIA: COMORBILIDADES
OBJETIVOS: A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) e a Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) são duas das perturbações do neurosedesenvolvimento mais comuns, de comorbidade frequente. A atualização do DSM (“Diagnostic Statistical Manual of Mental Disorders”) na sua 5ª edição, permitiu pela primeira vez o diagnóstico simultâneo destas duas perturbações, verificou-se um aumento da investigação relacionada com a sua presença comórbida. O objetivo deste é trabalho é realizar uma revisão da literatura sobre a comorbidade entre PHDA e PEA em idade pediátrica, com enfase nas suas implicações etiológicas e prognósticas.
MÉTODOS: Realizou-se uma revisão bibliográfica através da pesquisa em livros de referência e na base de dados PubMed, utilizando as seguintes palavras chave: “attention-deficit hyperactivity disorder”, “comorbidity”, “Autism spectrum disorder”.
RESULTADOS: A PHDA é caracterizada por um padrão persistente de desatenção, impulsividade e hiperatividade, com impacto nas diversas áreas do funcionamento. A PEA é uma perturbação crónica que se caracteriza por défices da comunicação social bem como padrões de comportamento e interesses restritos e repetitivos. A PHDA é a comorbidade psiquiátrica mais frequente na PEA (28.2 a 87%), enquanto uma minoria das crianças com PHDA, apresentam critérios para PE (15 a 25%). As duas patologias partilham fatores de risco biológicos e ambientais, e alguns trabalhos de investigação parecem indicar uma sobreposição de fatores genéticos, sugerindo que esta comorbidade se encontra enraizada em fatores de risco genéticos em comum. Em termos prognósticos, estas crianças apresentam maior risco de hospitalização psiquiátrica e maiores dificuldades no funcionamento social, com maiores dificuldades na regulação inibitória e controlo do impulso, quando comparadas com crianças com PEA sem sintomas de PHDA.
CONCLUSÃO: A comorbidade entre PEA e PHDA é frequente, e tem implicações sérias no funcionamento global da criança com PEA. Mais estudos são necessários em relação à abordagem terapêutica desta comorbidade.
P 2.7
Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) e comorbilidade com Perturbações Aditivas: a influência da personalidade
Maria João Freire1; Ana Margarida Franco1; Inês Fonseca1; Nuno Ribeiro1; Joana Vieira1; João Nogueira1; Bernardo Barata1; Sara Penedos1; Liliana Moreno1; Rui Ribeiro2; António Gamito3
1 - Internos de Psiquiatria; Centro Hospitalar de Setúbal
2 - Psiquiatra; Centro Hospitalar de Setúbal
3 - Psiquiatra – Dir. Serviço; Centro Hospitalar de Setúbal
CATEGORIA: COMORBILIDADES; ADULTO
INTRODUÇÃO/OBJETIVOS: A PHDA é uma doença do neurodesenvolvimento com cerca de 5% de prevalência na idade adulta. Esta população apresenta altos índices de comorbilidades psiquiátricas, como perturbações afetivas, perturbações da ansiedade, perturbações da personalidade ou perturbações aditivas (PA). A comor-bilidade entre PHDA e PA compreende um importante desafio terapêutico, verificando-se ainda hoje alguma controvérsia quanto à prescrição de psicoestimulantes a doentes com história de PA. Doentes com PHDA e PA comórbidas apresentam frequentemente padrões de consumo mais complexos, com início precoce e com menores índices de manutenção de abstinência, representando um grave problema de saúde pública. Vários fatores genéticos e sociais têm sido apontados como possíveis mediadores desta comor-bilidade, mas pouca literatura relaciona aspetos da personalidade com estes achados. Pretende-se com este trabalho fazer uma revisão da literatura de forma a identificar eventuais ferramentas de intervenção terapêutica nesta população.
MÉTODOS: Revisão não sistemática da literatura.
DISCUSSÃO/CONCLUSÕES: A identificação precoce de sintomatologia compatível com PHDA é extremamente importante, uma vez que o tratamento da PHDA na infância e na idade adulta tem um papel preventivo no desenvolvimento ou na manutenção de PA. Estudos de caracterização de traços de personalidade identificaram que adultos com história de PHDA apresentam frequentemente altos níveis de procura de novidade e de evitamento do perigo, bem como níveis baixos de autodeterminação e cooperatividade. Alguns destes resultados são coincidentes com os apresentados por indivíduos com PA, nomeadamente os altos níveis de procura de novidade. Associado à progressão temporal habitual entre as duas condições, este traço temperamental parece ser um importante contributo para os altos níveis de comorbilidade, bem como para situações de pior prognóstico. Pode-se concluir que parece haver vantagem na utilização de abordagens psicoterapêuticas que considerem estes traços temperamentais, com objetivo de maximizar a adesão a terapêutica farmacológica dirigida a ambas as patologias, PHDA e PA.
P 2.8
ADHD and Borderline Personality Disorder: two sides of the same coin?
Patrícia Jorge1; Jorge Carvalheiro2
1 - Interna de Psiquiatria do Centro Hospitalar do Médio Tejo, Tomar
2 - Psiquiatra do Centro Hospitalar do Médio tejo, Tomar
CATEGORIA: COMORBILIDADES; ADULTO
INTRODUCTION: Attention deficit hyperactivity disorder (ADHD) is characterized by impulsiveness, attention problems, hyperactivity and difficulties in social interaction with the others. A growing number of adults are diagnosed with ADHD, which has an estimated prevalence of 1 – 2%. The Borderline Personality (BP) is a common psychiatric disorder with a prevalence of around 2%. Patients are characterized by confusion about their identity, unstable relations with other people, pronounced impulsiveness and difficulties in regulating their emotions along with reduced quality of life and ability to function socially.
AIM AND METHODS: Pubmed was used as a research source to do a non systematic review about this issue.
RESULTS: Several studies show a significant association between adults with BP and a history of ADHD symptoms in childhood. Philipsen found a striking convergence of neuropathology between the two disorders, which may indicate an overlapping neurobiology. Clinical features common to ADHD and BP are impulsivity and emotional dysregulation. The considerable overlap between symptoms of ADHD and BPD in the core domains of impulsivity and emotional dysregulation led to the idea that both disorders might be the result of different developmental pathways based on common underlying pathologic mechanisms and differing in symptom severity.
DISCUSSION AND CONCLUSIONS: The cause of the high rates of comorbidity between ADHD and BPD is unknown. Alternative explanations are that ADHD and BPD are expressions of an underlying disorder or phenotype; ADHD is the early presentation of BPD; both disorders have common clinical features and risk factors or that ADHD simply raises the risk of a BPD diagnosis. ADHD and BPD are associated with negative outcomes and comorbidity increases the complexity faced by clinicians in treating conditions. Improving an understanding of comorbidity can significantly facilitate diagnosis, treatment, and health care delivery in clinical settings.
P 2.9
Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção e Criatividade
A. Carapucinha1
1 - Médica Interna de Psiquiatria, Hospital Garcia de Orta, Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental
CATEGORIA: OUTROS
OBJETIVOS: A Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA) é uma síndrome multifactorial idiopática com apresentações variadas tanto em termos cognitivos, como comportamentais. Os estudos apontam para a existência de uma alteração do metabolismo catecolaminérgico, acompanhada de alterações cerebrais a nível estrutural e funcional, nomeadamente nas funções executivas. Apesar desta patologia condicionar uma disfuncionalidade considerável, o debate acerca da sua associação a maiores níveis de criatividade é antigo e mantém-se aceso. Este trabalho pretende fazer uma revisão acerca da hipotética relação entre PHDA e criatividade.
MÉTODOS: Foi realizada uma revisão não sistemática na Pubmed de artigos acerca do tema em língua inglesa e portuguesa.
RESULTADOS: A criatividade é um constructo de difícil definição, existindo diversos modelos explicativos. Vários factores têm sido estudados na tentativa de compreender a sua génese, porém nenhum deles é, por ora, suficiente para de forma independente se associar a níveis superiores de criatividade. O sistema atencional (com processos bottom-up e top-down), o sistema de recompensa e o temperamento, a par da inteligência, são dos factores mais estudados.
DISCUSSÃO: A assunção de uma relação entre PHDA e criatividade é em muito baseada em semelhanças comportamentais, temperamentais e psicossociais entre crianças com PHDA e com níveis elevados de criatividade. Surgiu a hipótese de que as falhas funcionais típicas da PHDA, nomeadamente um menor controlo inibitório e maiores níveis de distractibilidade, poderiam contribuir para respostas mais criativas, ao permitirem captar mais estímulos e criar combinações originais de informação.
CONCLUSÕES: Os estudos acerca de uma eventual relação entre PHDA e criatividade são contraditórios e apresentam graves problemas metodológicos, pelo que esta relação não foi comprovada, sendo necessários estudos de qualidade.
P 2.10
PHDA e Prematuridade
Vaz Pinto, S.1; Amaro, R.1
1 - Médicos Internos de Pedopsiquiatria, CHLC
Consulta Externa de Pedopsiquiatria do Hospital Dona Estefânia
Serviço de Pedopsiquiatria | Área da Mulher, da Criança e do Adolescente | CHLC Diretor de Serviço – Dr. Augusto Carreira
CATEGORIA: OUTROS
INTRODUÇÃO: A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que nasçam todos os anos 15 milhões de recém-nascidos (RN) prematuros antecipando-se o aumento deste número nos próximos anos. Parece existir um risco aumentado de alterações neurocomportamentais em RN prematuros, nomeadamente de Perturbação da Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA), em comparação com RN de termo. A maioria dos estudos tem se focado sobretudo em grandes pré-termos, sendo os resultados controversos quando avaliados os prematuros tardios.
OBJETIVOS: Pretende-se fazer uma revisão bibliográfica acerca da relação entre a prematuridade, idade gestacional, baixo peso à nascença e a PHDA.
METODOLOGIA: Foi feita uma revisão seletiva da literatura através de pesquisa no PubMed e B-On com as palavras “prematurity”, “Low birth weight”, “ADHA”, “Attention deficit”.
CONCLUSÃO: São vários os estudos que demonstram associação entre prematuridade e a PHDA. As crianças prematuras parecem apresentar dificuldades ao nível da função executiva, particularmente da atenção, dependendo o grau de dificuldade de vários fatores entre os quais o baixo peso à nascença e idade gestacional. Um estudo recente demonstrou o impacto significativo que cada semana gestacional tem no neurodesenvolvimento subsequente. Torna-se essencial a realização de mais estudos nesta área para uma melhor compreensão das correlações anteriormente referidas, contribuindo desta forma para o desenvolvimento de respostas eficazes e protetoras da criança e da sua família.
PALAVRAS-CHAVE: PHDA, prematuridade, neurodesenvolvimento, recém-nascido pré-termo, défice de atenção

Deadlines
importantes

4/3/18

Inscrição com desconto

15/4/18

Envio de comunicações

6/5/18

Fim inscrições on-line

7th World Congress on ADHD

Patrocinio Científico

Ordem dos Médicos
SPP

Acreditação

CCPFC/AAC

Informações úteis
Registo: CCPFC/ACC-100394/18,
Nº de horas acreditadas: 15
Válida até: 05-03-2021
Modalidade: Curso de Formação, Destinado a: Educadores de Infância, Professores dos ensinos básicos e secundário, Professores de Educação Especial
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