Secção 1

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Secção 1
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Aplicação da Escala de Conners para Déficit de Atenção-Hiperatividade em crianças de um ambulatório de baixo rendimento acadêmico
Cristiane Rodrigues Lopes1; Vanessa da Silva Camargo1; Jaquilene Barreto da Costa2; Fernanda Secchi Lima3; Lucas Erotildes de Souza3; Ana Carolina Comin3; Ivo Sasso Júnior3; Gleice Fernanada Costa Pinto Gabriel4; Marcos Antonio da Silva Cristovam4
1 - Acadêmicas do curso de Psicologia da Universidade Paranaense-Campus Cascavel
2 - Psicóloga do Hospital Universitário do Oeste do Paraná-Cascavel, PR, Brasil
3 - Acadêmicos do curso de Medicina da Universidade Estadual do Oeste do Paraná-Cascavel, PR, Brasil
4 - Professores assistentes de Pediatria da Universidade Estadual do Oeste do Paraná-Cascavel, PR, Brasil
CATEGORIA: DIAGNÓSTICO /AVALIAÇÃO
OBJETIVOS: Aplicar o instrumento Escala de Conners para Déficit de Atenção-Hiperatividade em uma popu-lação de crianças.
MÉTODOS: Estudo transversal com crianças atendidas em um ambulatório de baixo rendimento acadêmico, em Cascavel, PR, Brasil, no período de janeiro/2016 a dezembro/2017. O instrumento utilizado foi a Escala de Conners para Transtorno do Déficit de Atenção-Hiperatividade (TDAH), versão brasileira de Francisco Rosa Neto, a qual classifica a criança com o predomínio dos seguintes sintomas: hiperatividade, déficit de atenção, transtorno de conduta, hiperatividade com déficit de atenção ou sintomas do déficit de atenção/hiperativi-dade associados ao transtorno de conduta. Esta escala é composta por 20 questões fechadas – sendo que as respostas a serem marcadas variam de 0 a 3 pontos, as quais os pais respondem conforme a conduta frequente do sujeito durante os últimos seis meses. Para este estudo considerou-se a somatória das respostas de todas as questões (Déficit de Atenção, Hiperatividade/Impulsividade e Transtorno de Conduta) maior ou igual a 30, que considera a criança com TDAH global.
RESULTADOS: Foram avaliadas 47 crianças no período de estudo, sendo 29 do sexo masculino e 18 do femi-nino, a idade variou de 4 a 14 anos. Das 47 crianças avaliadas, 15 (32%) apresentaram pontuação para TDAH global, sendo nove (60%) meninos.
DISCUSSÃO: O TDAH é um distúrbio comportamental diagnosticado em crianças. Caracteriza-se por desaten-ção, impulsividade e excessiva atividade motora em graus inadequados à etapa do desenvolvimento. Sintomas se iniciam antes dos sete anos de idade e são observados em situações como na casa, escola e trabalho. Muitas vezes, o distúrbio só é reconhecido quando a criança ingressa na escola, pois é o período em que as dificuldades de atenção e inquietude são percebidas.
CONCLUSÕES: A prevalência de TDAH foi acima dos achados de literatura (7%), sendo mais frequente em meninos, achado este compatível com a literatura.
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Rastreio de PHDA numa amostra da população geral masculina portuguesa e associação com psicopatologia
Diana Rafaela Figueiredo de Albuquerque Loureiro1 ; Ana Isabel Mendes Machado1; Joaquim Manuel Soares Cerejeira2
1- Psiquiatria, MD, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
2 - Psiquiatria, PhD, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
CATEGORIA: DIAGNÓSTICO/AVALIAÇÃO; ADULTO
INTRODUÇÃO: A prevalência de PHDA na população geral adulta estima-se entre 1 e 7.3%, sendo que a maioria destas pessoas apresenta comorbilidades psiquiátricas. Contudo, em Portugal não existem estimativas sobre a PHDA na população adulta. Além disso, a introdução tardia deste diagnóstico no nosso país leva a supor que uma elevada percentagem de adultos poderão não ter sido diagnosticados enquanto crianças, isto além dos casos em que a sintomatologia só se torna evidente na adultez.
OBJETIVO: Estimar a prevalência de PHDA numa amostra representativa da população geral masculina portuguesa, e verificar se existe associação entre um teste de rastreio positivo e um aumento dos índices de psicopatologia geral.
MÉTODOS: Entrevista socio-demográfica e dois questionários de auto-preenchimento (ASRS-v1.1 – Adult ADHD Self-Report Scale e BSI – Brief Symptom Inventory) completados por 100 indivíduos do sexo masculino, entre os 18 e 65 anos, sem antecedentes psiquiátricos, para determinação da taxa de rastreios positivos para PHDA e, secundariamente, comparação entre os grupos com e sem PHDA (testes t Student com nível de significância α=0,005) em relação aos índices de psicopatologia (BSI total e sub-escalas), utilizando o STATA13.
RESULTADOS: 8% da amostra obteve um resultado positivo no rastreio de PHDA. Comparativamente com os indivíduos sem PHDA, este grupo apresentava índices de psicopatologia superiores em todos os domínios, atingindo significância estatística em termos da psicopatologia geral (BSI Total – t=3.04; p=0.003), e nas dimen-sões Obsessões/Compulsões (t=3.4; p=0.001), Depressão (t=3; p=0.004) e Psicoticismo (t=3; p=0.004).
DISCUSSÃO: Apesar das limitações, este estudo aponta para a existência de uma elevada percentagem de sujeitos sem acompanhamento psiquiátrico com eventual PHDA, concordantes com os valores mais elevados de estudos internacionais. Também de acordo com a restante literatura, esta patologia aparece associada a níveis significativamente mais elevados de psicopatologia, mais reforçando a necessidade de identificação e tratamento desta população.
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O papel do pediatra no diagnóstico da PHDA
Luisa Macieira1; José Boavida2
1 - Pediatra, Docente da FMUC, Docente da ESTeSC
2 - Pediatra do Neurodesenvolvimento, Responsável pela consulta de PHDA do Hospital Pediátrico de Coimbra, Presidente da SPDA - Sociedade Portuguesa de Défice de Atenção
CATEGORIA: DIAGNÓSTICO/AVALIAÇÃO
INTRODUÇÃO: No nosso país o diagnóstico de PHDA tem vindo a aumentar em idade pediátrica. É imperativo e útil que este seja realizado correta e o mais precocemente possível, para que as crianças possam desde cedo iniciar o acompanhamento e terapêutica devidos. O papel do médico nomeadamente pediatra é necessário para este diagnóstico. Existem situações clínicas que podem levar a comportamentos semelhantes aos das crianças com PHDA e serem manifestações de outras patologias que necessitam ser diagnosticadas e convenientemente orientadas.
OBJETIVOS: Chamar a atenção para a necessidade de uma avaliação clínica pormenorizada por parte do médico/pediatra no sentido de exclui e/ou diagnosticar situações clínicas, que possa, entre outras manifestações apresentar dificuldades na atenção e na concentração das crianças.
MÉTODOS: Foram selecionados 4 casos clínicos de 4 crianças em idade escolar referenciadas ao pediatra com diagnóstico provável de PHDA. Nas 4 crianças foi realizada uma História Clínica onde o exame clínico e a posterior realização de exames complementares veio a demonstrar estarmos na presença de 4 situações clínicas diferentes.
RESULTADOS: Foi possível diagnosticar em 4 crianças com idades de 6 e 7 anos referenciadas ao pediatra por provável PHDA, situações clínicas distintas da PHDA. Em uma criança foi diagnosticada uma miopia, após iniciar correção da visão com óculos desaparece a sintomatologia referida. Um segundo caso foi possível após observação e investigação adequadas diagnosticar uma anemia ferropénica secundária a uma doença celíaca até aí por diagnosticar. Após tratamento da anemia e introdução da dieta isenta em glúten ficou muito bem, desaparecendo toda a sua irritabilidade, dificuldade em estar atenta, perturbar a sala de aula assim como a incapacidade em estar concentrada nas tarefas propostas. Apresenta uma concentração e aprendizagem adequadas.A terceira e quarta criança após observação e realização de uma História Clínica adequada realizaram EEG que veio demonstrar 2 situações de epilepsia distintas. Iniciaram medicação adequada, em uma delas também se revelou posteriormente a presença de PHDA com necessidade de medicação.
CONCLUSÃO: O médico pediatra assume um papel preponderante no diagnóstico de PHDA. O diagnóstico da PHDA deve ser feito por uma equipa, onde o pediatra tem de excluir, diagnosticar e orientar outras situações de doença que podem estar associadas ou não à PHDA.
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Férias artísticas para crianças com PHDA – Projeto Piloto
Joana Rosa1,2; Mário Campos3; Sílvia Moreira3; Luísa Rocha1; Maria José Fonseca1
1 - Centro de Desenvolvimento da Criança Torrado da Silva, Hospital Garcia de Orta, E.P.E
2 - Serviço de Pediatria do Hospital do Divino Espirito Santo, Ponta Delgada, E.P.E.R
3 - Serviço Educativo da Casa da Cerca, Câmara Municipal de Almada
CATEGORIA: OUTROS
INTRODUÇÃO: A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) tem implicações significativas no relacionamento familiar, escolar e social. A sua abordagem deverá ser multimodal com intervenção farmacológica e/ou não farmacológica. Através da arte podemos promover o desenvolvimento global da pessoa, estimulando competências de forma integrada.
OBJETIVOS: Observar comportamentos, atitudes e eventual modificação dos mesmos, em crianças com PHDA, num contexto de férias artísticas promovidas pela Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea.
MATERIAL E MÉTODOS: Dez crianças com PHDA (critérios DSM-V), entre os 6 e 12 anos, integraram o projecto “Herbário Criativo VII”. Durante uma semana (37 horas) foram aprofundados conhecimentos de botânica através de diversas técnicas de expressão plástica. Utilizou-se o desenho da figura humana, no início e fim da experiência, como indicador geral do desenvolvimento e do ajuste emocional dos participantes.
RESULTADOS: Nove crianças completaram o projeto, três raparigas e seis rapazes. Cinco tinham PHDA tipo inatento e quatro tipo hiperativo/impulsivo. Através do mesmo programa estabelecido para crianças sem pato-logia, cada participante assumiu como apelido o nome científico da árvore sorteada, e ao longo de cinco dias, através dos cinco sentidos, foi descobrindo plasticamente essa árvore, inspirando-se nas técnicas e conceitos das obras expostas neste Centro e no Jardim Sensorial. Este projeto possibilitou uma avaliação global do funcionamento das crianças e progressivamente a observação de diferenças positivas no empenho, entusiasmo e realização das tarefas, descobrindo-se novas aptidões, gosto pela arte e maior envolvimento com os pares e orientadores.
DISCUSSÃO: O vivenciar das múltiplas atividades num contexto lúdico, mas monitorizado, permitiu a aquisição de estratégias para lidar com a impulsividade, tomada de decisão e ganho de aptidões sociais, fomentando a autoestima e autocontrolo. Neste projeto pioneiro, a arte é proposta como linguagem universal, possibilitando a expressão e comunicação de sentimentos, emoções e ideias, independentemente das (in)capacidades.
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PHDA: haverá relação entre a dieta e a doença?
Amaro, R.1; Vaz Pinto, S.1; Fogaça da Mata, M.2
1 - Médicas Internas de Psiquiatria da Infância e Adolescência, CHLC
2 - Médico Interno de Cardiologia Pediátrica, CHLO
CATEGORIA: OUTROS
INTRODUÇÃO: A etiologia da Perturbação de Hiperatividade e Deficit de Atenção (PHDA) continua a ser debatida, tendo a dieta sido um dos fatores identificados. Padrões dietéticos pouco saudáveis parecem ser o achado mais comum, não se compreendendo se serão causa ou consequência da PHDA.
OBJETIVOS: Perceber a relação entre o ambiente dietético infantil e a PHDA para, assim, propor uma reflexão acerca desta temática.
METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão seletiva da literatura no PubMed e B-On com as palavras “ADHD”, “attention deficit hyperactivity disorder”, “diet”, “glucose”, “food”.
DISCUSSÃO E CONCLUSÃO: Crianças com PHDA parecem ter hábitos de alimentação pouco saudáveis. Excesso de peso e hipocortisolismo, níveis de cortisol diurnos mais baixos, foram encontrados em crianças com PHDA comparativamente com grupos controlo. Os baixos níveis de cortisol contribuiriam para o aumento de risco de hipoglicémias, o que levaria a aumento de apetite e maior intake/dieta hipercalórica com consequente aumento ponderal. Sintomas cognitivos nomeadamente relacionados com alterações na atenção e memória parecem surgir com níveis de glucose inferiores a 3 mmol/L. Parece haver uma relação inversa entre adesão à dieta mediterrânica e o diagnóstico de PHDA, tornando-se evidente que a dieta na sua globalidade parece ser mais determinante que nutrientes específicos. Parece existir uma relação dose-resposta entre consumo de refrigerantes açucarados e diagnóstico de PHDA. A gravidez parece ser uma janela promissora para a diminuição do risco de PHDA, associando-se o ambiente nutricional materno pré-natal com o processo epigenético de metilação do gene insulin-like-growth-factor-2 o qual parece ser modulador major do desenvolvimento encefálico, especificamente do cerebelo e hipocampo, áreas associadas com a PHDA. Os hábitos alimentares das crianças com PHDA devem fazer parte da avaliação e deverão ser encorajados mais estudos pela natureza modificável dos fatores nutricionais e sua importância na modulação epigenética.
PALAVRAS-CHAVE: PHDA, Dieta, Alimentação Infantil
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Como estão agora as nossas crianças com PHDA? - Follow-up a longo prazo
Marta Ezequiel1,2; Joana Andrade1,3; Joana Rosa1,4; Lurdes Ventosa1; Laura Lourenço1; Luisa Rocha1; José Paulo Monteiro1; Ana Duarte1; Maria José Fonseca1
1 - Centro de Desenvolvimento da Criança Torrado da Silva, Hospital Garcia de Orta, E.P.E;
2 - Serviço de Pediatria do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE;
3 - Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar Tondela Viseu, EPE;
4 - Serviço de Pediatria do Hospital do Divino Espirito Santo, Ponta Delgada, E.P.E.R
CATEGORIA: OUTROS
INTRODUÇÃO E OBJECTIVOS: A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) está associada a diversas comorbilidades do neurodesenvolvimento e saúde mental. O objetivo deste estudo é caracterizar a evolução da funcionalidade de jovens adultos com o diagnóstico prévio de PHDA.
MÉTODOS: Estudo transversal, descritivo e analítico, com aplicação de questionário confidencial, telefónico, em 2018, aos pais de crianças/adolescentes seguidas em Consulta de Desenvolvimento, entre 1994 e 2005, por PHDA medicadas com Metilfenidato (MFD). Excluídas crianças com atraso de desenvolvimento psicomotor. Foram analisadas caraterísticas demográficas e antecedentes pessoais, a medicação atual, hábitos, escolaridade, empregabilidade e socialização. Análise estatística efetuada através do Microsoft Excel®.
RESULTADOS: Foram selecionados 59 indivíduos, a maioria do género masculino (n=49; 83%); 23% com história familiar de PHDA. Obtivemos contacto telefónico com 26 (44%) dos pais. Atualmente, todos os participantes são adultos, com uma média de idades de 23 anos. Relativamente à terapêutica com MFD, apenas 1 continua medicado; 65% manteve tratamento durante 4 anos ou mais, com duração média de 5 anos e 42% suspendeu terapêutica por iniciativa própria. Quanto à formação e empregabilidade, 34% estudam e 61% têm emprego. Do total, 54% efetuou/ está a frequentar curso profissional, 15% são licenciados. A salientar que 57% da amostra reprovou um ou mais anos. Relativamente aos hábitos, 10 (38%) tinham hábitos tabágicos, 1 consumo regular de canabinoides e 3 tiveram problemas legais.
DISCUSSÃO: O estudo descrito permitiu averiguar a situação atual das crianças anteriormente seguidas e consequentemente perceber nos adultos em que se tornaram. A maioria completou o 12º ano de escolaridade através de cursos profissionais, com algum atraso no percurso escolar relativamente aos pares e apenas uma pequena percentagem ingressou no ensino superior. A presença de hábitos não teve uma frequência superior relativamente aos pares. A manutenção da medicação na idade adulta foi uma exceção.
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O caso João: Para lá do PHDA
Marina Reis1; Sara Martins1; Sara Silva1; Diana Alves2
1 - Mestre em Psicologia, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCE UP)
2 - Professora Auxiliar, FPCE UP
CATEGORIA: OUTROS
INTRODUÇÃO: A Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA) é uma, perturbação neurodesenvolvimental caracterizada por uma tríade sintomática persistente de falta de atenção, hiperatividade e impulsividade. As crianças hiperativas apresentarem, frequentemente, outras problemáticas ou perturbações comórbidas, nomeadamente a Perturbação de Tiques de Gilles de la Tourette o que agrava, de sobremaneira, as complicações clínicas do caso.
MÉTODO: Nesta comunicação será apresentado o caso João, uma criança de 11 anos, a frequentar o 6º ano. A desmotivação escolar e a diminuição do rendimento académico constituíram o cerne do pedido apresentado pelos pais. O João apresenta um diagnóstico de PHDA e de Síndrome de Gilles de La Tourette. No término do processo de avaliação compreensiva delineou-se um plano de intervenção que contemplou vários domínios (cognitivo, académico e comportamental), vários intervenientes (João, contexto familiar e escolar) e duas modalidades de intervenção (direta e indireta). A intervenção direta (com envolvimento direto do João), operacionalizou-se através de um acompanhamento psicológico individual, com periodicidade semanal e de uma intervenção em grupo, através da participação no projeto Xeque In & Out. A intervenção indireta, implicou uma articulação com os contextos de saúde especializados e uma consultoria junto do contexto familiar e escolar, com vista a potenciar a compreensão da problemática e a implementação de práticas educativas e medidas educativas adequadas às necessidades do João.
RESULTADOS: Para monitorizar a evolução do João, têm sido considerados indicadores académicos e comportamentais, recolhidos junto do contexto familiar e escolar.
CONCLUSÃO: Esta apresentação de caso descreve as modalidades de intervenção implementadas na Unidade de Dificuldades de Aprendizagem (UDA) do Serviço de Intervenção Psicológica da Criança e do Adolescente (SIPCA), que visam promover não apenas o desempenho académico, mas também seu ajustamento socioemocional.
PALAVRAS-CHAVE: PHDA, Síndrome de Gilles de La Tourette, modalidade de intervenção
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Perfeccionismo e Hiperatividade e Défice de Atenção: Qual a sua relação?
Bento, C. (PhD)1; Pereira, A.T. (PhD)1; Temudo, P. (Psicóloga)2; Marques, C. (Psicóloga)1; ); Macedo, A (PhD).1
1 - Faculdade de Medicina Universidade de Coimbra
2 - Hospital Pediátrico de Coimbra
CATEGORIA: OUTROS
INTRODUÇÃO: O Perfeccionismo é um traço da personalidade caracterizado pela exigência de elevados padrões para si e/ou para os outros. Também na infância tem sido abordado como um constructo multidimensional: inclui o Perfeccionismo Auto-orientado (PAO - a criança exige demasiado de si própria) e o Socialmente Prescrito (PSP - a criança acredita que os outros exigem demasiado dela). A Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é a perturbação neuro-comportamental mais frequente em crianças.
OBJETIVO: Explorar, pela primeira vez, a relação entre dimensões de PHDA e Perfeccionismo em crianças do primeiro ciclo.
MATERIAL E MÉTODOS: 160 Encarregados de educação de duas escolas de Coimbra responderam, sobre o seu educando, ao questionário de Conners para pais (incluindo questões sobre sintomatologia somática de ansiedade) e à versão experimental da Escala Multidimensional de Perfeccionismo para Pais; sobre si próprios, à Escala Multidimensional de Perfeccionismo. 112 Crianças do 3º e 4º anos responderam à versão abreviada da Escala de Perfeccionismo para Crianças e Adolescentes.
RESULTADOS: 2.5% dos alunos apresentaram critérios de PHDA, com predomínio no sexo masculino. O PSP dos pais correlacionou-se com o PSP das crianças, com o Distúrbio de Oposição e Desafio (DOD) e com sintomas de ansiedade. Os sintomas de ansiedade correlacionaram-se com DOD, Défice de atenção e Problemas cognitivos. O PSP das crianças correlacionou-se com o Problemas Cognitivos e Excesso Atividade motora (todos p <0.05). As análises revelaram que a sintomatologia ansiosa medeia a relação entre o Perfeccionismo parental e a PHDA (p <0.05).
DISCUSSÃO: Apesar do estudo ter sido realizado na população geral, os resultados mostram que o Perfeccionismo Parental pode influenciar os sinais e sintomas de PHDA, através da ansiedade. Isto sugere a importância de abordar o Perfeccionismo parental aquando da avaliação da PHDA.

Deadlines
importantes

4/3/18

Inscrição com desconto

15/4/18

Envio de comunicações

6/5/18

Fim inscrições on-line

7th World Congress on ADHD

Patrocinio Científico

Ordem dos Médicos
SPP

Acreditação

CCPFC/AAC

Informações úteis
Registo: CCPFC/ACC-100394/18,
Nº de horas acreditadas: 15
Válida até: 05-03-2021
Modalidade: Curso de Formação, Destinado a: Educadores de Infância, Professores dos ensinos básicos e secundário, Professores de Educação Especial
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