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ANFITEATRO B
16:20
A dieta no tratamento da PHDA
César Cagigal1 ; Tânia Silva2 ; Mariana Jesus3 ; Carla Silva4
1 - Interno de Formação Específica de Psiquiatria, Centro de Responsabilidade Integrado de Psiquiatria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Coimbra, Portugal
2 - Interna de Formação Específica de Psiquiatria, Centro de Responsabilidade Integrado de Psiquiatria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Coimbra, Portugal
3 - Interna de Formação Específica de Psiquiatria, Centro de Responsabilidade Integrado de Psiquiatria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Coimbra, Portugal
4 - Assistente hospitalar de Psiquiatria, Centro de Responsabilidade Integrado de Psiquiatria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Coimbra, Portugal
CATEGORIA: INTERVENÇÃO/TERAPÊUTICA
OBJETIVOS: Os autores pretendem avaliar o “estado da arte” no campo das intervenções dietéticas com possíveis benefícios no tratamento do Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA), analisando os mais recentes estudos realizados nesta área.
MÉTODOS: Foi realizada uma revisão clássica da literatura acerca do tratamento atual recomendado em indivíduos com diagnóstico de PHDA, seus padrões alimentares, bem como fatores dietéticos possivelmente implicados na etiologia e tratamento deste distúrbio. Foram consultadas as bases de dados PubMed, The Cochrane Library e National Guideline Clearinghouse usando os seguintes meSH terms: “attention deficit hyperactivity disorder”, “diet”, “food”, “dietary patterns”, “diet therapy” and “etiology”. A partir dessa combinação de termos foram incluídos apenas os artigos científicos escritos na língua inglesa e referentes aos anos de 2008 e até 2018. Estudos irrelevantes e que não preenchessem os critérios de inclusão foram excluídos.
RESULTADOS: A eficácia da suplementação com ácidos gordos polinsaturados no tratamento da PHDA é redu-zida, podendo evidenciar benefícios em subgrupos de pacientes com determinadas características. Alguns autores descrevem que a deficiência em determinadas vitaminas poderá desempenhar um papel na etiologia da PHDA, ainda que tal afirmação seja controversa. As dietas de eliminação poderão ter alguma eficácia, sendo ainda necessária mais investigação, para que se possam inferir conclusões robustas.
DISCUSSÃO/CONCLUSÕES: Não há evidência clara que apoie o papel das estratégias de intervenção baseadas em alimentos ou nutrientes na etiologia e tratamento da PHDA. A investigação da inter-relação entre dieta e outras intervenções no estilo de vida pode ser uma abordagem promissora.
16:30
Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção num Serviço de Urgência de Pedopsiquiatria
Filipa Reis1 ; Teresa Cartaxo2
1- Médica Interna de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
2 - Médica Especialista de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
CATEGORIA: INTERVENÇÃO/TERAPÊUTICA
OBJETIVOS: Pretende-se apresentar a população assistida em urgência de Pedopsiquiatria, no Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC), durante 2017, com diagnóstico prévio (DP) ou posterior (DPO) de Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA), para melhor caracterização destes episódios de urgência (EU), objetivando repensar estratégias de prevenção e intervenção nestas crianças/jovens.
MÉTODOS: Compilaram-se os EU de Pedopsiquiatria do HPC, de 2017. Pelo processo clínico informático, selecionaram-se os doentes com DP ou DPO de PHDA. Nestes, determinaram-se sexo, idade, motivo de urgência, diagnóstico à saída, acompanhamento médico/psicológico, medicação habitual e destino após alta.
RESULTADOS: Dos 819 EU, 18,6% (n=152) tinham ou tiveram diagnóstico de PHDA. Destes, metade tinha mais de 11 anos, a maioria era masculina (57,2%), acompanhada em consulta (73,7%), medicada (67,1%) e recorreu por “heteroagressividade” (20,4%), “perturbação do comportamento” (18,4%) ou “sintomatologia ansiosa” (11,2%). Houve um internamento e o diagnóstico à saída mais prevalente foi “Perturbação do comportamento” (36,8%). Dez doentes tiveram DPO de PHDA, sendo 50% já acompanhados, maioritariamente em Psicologia. Nos com DP de PHDA, 24,6% não mantinha acompanhamento e dos 70,4% medicados, apenas 37% fazia Metilfenidato ou Atomoxetina em monoterapia. Destaca-se que 17,8% apresentava “comportamento de auto-dano não suicidário”, “verbalização de ideias de morte”, “ideação suicida” ou “intoxicação medicamentosa voluntária” como motivo de ida à urgência.
DISCUSSÃO/CONCLUSÕES: 6,6% destas crianças/jovens com PHDA foram diagnosticadas após encami-nhamento motivado pelo EU, imperando a indispensabilidade da referenciação precoce. Porém, mesmo nos doentes com DP, 25% não estava a ser acompanhado em consulta no momento da observação de urgência, reforçando a necessidade de seguimento regular. Adicionalmente, a elevada frequência de comportamentos com risco para o próprio exaltam a premência em implementar estratégias preventivas nesta população com características específicas. Reitera-se, ainda, a necessidade de promover saúde mental, minorando a necessidade de recorrer a um serviço de fim de linha.
16:40
Quando a PHDA atinge a adultícia: desafios da idade de transição.
Alves, Mariana P.1 ; Moreno, Liliana2 ; Vilariça, Paula3
1 - Médica interna de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, Área de Pedopsiquiatria, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa.
2 - Médica interna de Psiquiatria, Centro Hospitalar de Setúbal, Setúbal
3 - Médica assistente graduada Psiquiatria da Infância e da Adolescência, Área de Pedopsiquiatria, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa
CATEGORIA: INTERVENÇÃO/TERAPÊUTICA
OBJETIVOS: Identificar fatores a serem considerados em adolescentes com PHDA e estratégias que facilitem a transição entre cuidados de saúde em pediatria e na adultícia.
MÉTODOS: Revisão sistemática da literatura publicada como artigo de revisão e meta-análise na base de dados Pubmed com as palavras-chave “ADHD”, “Transition”, “Services”, “Adolescence” e “adulthood”.
RESULTADOS: A PHDA é uma doença do neurodesenvolvimento, com uma prevalência estimada em 5% das crianças e 2,5% dos adultos. Em 50 a 60% dos casos as manifestações persistem na adultícia, sobretudo se existem antecedentes familiares de PHDA, antecedentes pessoais de risco psicossocial importante e/ou presença de comorbilidades na evolução da doença. As taxas de tratamento da PHDA diminuem da infância à adultícia e os jovens adultos têm vulnerabilidades que podem pôr em causa a continuidade de cuidados quando esta é necessária, nomeadamente por subestimarem o impacto dos sintomas.
DISCUSSÃO: Adolescentes com PHDA podem enfrentar desafios adicionais à transição para a vida adulta, com prejuízo a nível académico e profissional. Estudos destacam a necessidade de combater o estigma associado à doença mental em jovens em transição para a idade adulta e fornecer serviços acessíveis e adequados à idade, o que muitas vezes não é uma prioridade, podendo a falta de clareza sobre a disponibilidade do serviço e os critérios de elegibilidade culminar numa prestação de serviços variável e pouco adequada às características dos jovens adultos com PHDA.
CONCLUSÃO: É essencial que haja um planeamento cuidadoso que garanta a continuidade de prestação de cuidados nos jovens adultos com PHDA. Há uma necessidade evidente de se realizarem estudos que identifiquem e avaliem modelos de protocolos de transição entre serviços, sem descontinuidades.
16:50
Efeitos da Terapia Assistida por Equinos no funcionamento executivo de uma criança com PHDA
Joana Figueiredo Gonçalves1 ; Ana Rodrigues2 ; Cláudia Almeida3
1 - Academia Equestre João Cardiga.
2 - Faculdade de Motricidade Humana – Universidade de Lisboa
3 - Faculdade de Motricidade Humana – Universidade de Lisboa
CATEGORIA: INTERVENÇÃO/TERAPÊUTICA
A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) tem impacto negativo em vários domínios da vida da pessoa. As terapias não farmacológicas são uma peça importante nos planos terapêuticos mas é necessário melhorá-las e desenvolver novas abordagens para garantir a sua eficácia. A Terapia Assistida por Equinos (TAE) é uma intervenção que tem mostrado resultados favoráveis em vários grupos clínicos, aumentando por isso o interesse em estudar a sua eficácia na PHDA. Os estudos nesta população são recentes, escassos e têm resul-tados contraditórios; a metodologia de intervenção tem-se focado no currículo de competências equestres, descurando dificuldades decorrentes dos sintomas nucleares da PHDA.
O presente estudo visa analisar os efeitos da intervenção psicomotora no âmbito da TAE, num rapaz de 11 anos com PHDA (Apresentação Combinada) e história de fraca adesão à terapia multimodal - metilfenidato e Psicologia em contexto clínico.
A intervenção decorre há cerca de 23 meses, com sessões semanais de 30 minutos. Conduziram-se avaliações pré, durante e pós-intervenção com diferentes instrumentos: Behavior Rating Inventory of Executive Function, Cognitive Assessment System, um instrumento de observação directa nas sessões e um questionário qualitativo para pais e professora.
Os resultados obtidos mostram uma melhoria do funcionamento executivo e de processos cognitivos, con-tribuindo para um menor impacto dos sintomas nos contextos familiar e escolar. Será discutida a importância de desenhar os programas de TAE em função do impacto dos sintomas da PHDA, trabalhar a resolução de problemas emergentes, articular com figuras de referência e preparar a generalização das competências para os contextos de vida diária. A incapacidade de controlar variáveis como o efeito das outras terapêuticas é uma limitação considerada.
17:00
Systematic overview of neuroanatomical differences in ADHD: Definitive evidence
Bruno Vieira de Meloa ; Maria João Trigueiroa ; Pedro Pereira Rodriguesb
a - Occupational Therapy Department, Higher School of Health, Polytechnic Institute of Porto, Porto, Portugal
b - CINTESIS & Community Medicine, Information and Health Decision Sciences Department, Faculty of Medicine, University of Porto, Porto, Portugal
CATEGORIA: OUTROS
KEYWORDS: ADHD, systematic review, overview, neuroimaging, neural pathways
OBJECTIVES: This paper seeks to identify neuroanatomical differences in ADHD through an overview of sys-tematic reviews that report encephalic differences compared to a control group in volume, area, activation likelihood or chemical composition.
METHODS: We conducted a systematic search using Cochrane guidelines and PRISMA criteria in PubMed, Scopus, Web of Science, Cochrane Database of Systematic Reviews and Database of Abstracts of Reviews of Effects.
RESULTS: Results revealed broad encephalic involvement that includes a functional frontal and cingulate hypo-activation and structural differences in corpus callosum, cerebellum and basal nuclei.
CONCLUSIONS: ADHD symptoms might be due to a multi-network unbalanced functioning hypothesis.
CITE: Vieira de Melo, B. B., Trigueiro, M. J., & Rodrigues, P. P. (2018). Systematic overview of neuroanatomical differences in ADHD: Definitive evidence. Developmental Neuropsychology, 43(1), 52–68. https://doi.org/1 0.1080/87565641.2017.1414821
ANFITEATRO C
16:20
Desregulação Emocional na PHDA e sua Aplicação Diagnóstica
Liliana Moreno1 ; Mariana Alves2 ; Susana Mendes3
1 - Interna de Formação Específica em Psiquiatria, Centro Hospitalar de Setúbal
2 - Interna de Formação Específica em Psiquiatria da Infância e Adolescência, Centro Hospitalar de Lisboa Central
3 - Especialista em Psiquiatria, Centro Hospitalar de Setúbal
CATEGORIA: AVALIAÇÃO/DIAGNÓSTICO
OBJETIVOS E MÉTODOS: Esclarecer o conceito de desregulação emocional e a natureza dos sintomas emocio-nais na Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) e compreender a sua aplicação nos critérios diagnósticos da PHDA. Realizou-se uma revisão sistemática da literatura existente sobre o tema, através da base de dados Pubmed, utilizando as palavras-chave: “ADHD”, “Symptoms”, “Emotional dysregulation” e “Diagnosis”.
RESULTADOS: Define-se regulação emocional como a capacidade de um indivíduo modificar um estado emo-cional, de modo a promover comportamentos adaptativos e respostas fisiológicas orientadas para um objetivo e abrangendo os processos que lhe permitem selecionar e avaliar estímulos emocionais de uma forma flexí-vel. A desregulação emocional surge quando estes processos adaptativos são prejudicados. Neste conceito, inclui-se: perturbação da autorregulação das emoções, labilidade e impulsividade emocionais e alteração da atenção a estímulos emocionais. A impulsividade emocional (IE) e a autorregulação emocional deficiente (AED) parecem ser sintomas centrais da PHDA, suficientemente característicos para poderem ser considerados nos critérios diagnósticos da perturbação. Particularmente nos adultos, parece haver maior expressão emocional do que nas crianças.
DISCUSSÃO: Apesar de estarem bem documentados na PHDA, os sintomas emocionais estão também presentes em inúmeras outras perturbações psiquiátricas. É importante avaliar a IE e a AED de uma forma mais específica e sistemática, para melhorar a precisão diagnóstica da PHDA.
CONCLUSÃO: É conhecido, desde longa data, que os sintomas emocionais são comuns nas perturbações do neurodesenvolvimento, nomeadamente em jovens e adultos com PHDA. Experiências emocionais excessivas em relação às normas sociais e contextualmente inadequadas são características do quadro. No entanto, há pouca especificidade no diagnóstico diferencial.
16:30
De olho na PHDA: pode a retina servir de apoio ao diagnóstico?
Maria H. Madeira1,3 ; Ricardo A. Leitão1,2,3Vanessa Coelho-Santos1,2 ;Rosa Fernandes1,2,3 Ana Paula Silva1,2,3
1- Instituto de Investigação Clínica e Biomédica de Coimbra (iCBR), Faculdade de Medicine, Universidade de Coimbra
2 - Instituto de Farmacologia e Terapêutica Experimental, Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra
3 - Centro de Investigação em Biomedicina e Biotecnologia (CIBB), Coimbra
CATEGORIA: AVALIAÇÃO/DIAGNÓSTICO
O metilfenidato (MTD) é o fármaco de primeira linha no tratamento da perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA), apresentando grandes benefícios na redução dos sintomas deste distúrbio e promovendo um aumento das capacidades cognitivas. Contudo, estudos pré-clínicos realizados no nosso laboratório revelaram que apesar dos efeitos benéficos da administração de MTD num modelo animal de PHDA, o consumo crónico de MTD pode originar alterações significativas num cérebro saudável (animais controlo), nomeadamente processos inflamatórios e perda de integridade da barreira hemato-encefálica, culminando em alterações comportamentais.
O conceito da retina como janela para o cérebro tem despertado o interesse de muitos investigadores, e neste sentido foram já publicados alguns estudos em doenças neurodegenerativas demonstrando que alterações na retina estão associadas ao desenvolvimento destas patologias. Curiosamente, diversos estudos também reportaram alterações visuais em pacientes com PHDA. À semelhança do cérebro, também na retina de animais controlo foi possível concluir que a administração de MTD desencadeou um processo inflamatório, compro-metendo a barreira hemato-retiniana. Porém, os efeitos do tratamento com MTD ao nível da função da retina continuam por explorar.
Testes de imagem cerebral foram já propostos como meio complementar ao diagnóstico da PHDA, todavia seu custo elevado torna difícil a sua aplicação prática na clínica. De notar que inúmeros estudos sugerem o uso de exames oftalmológicos, com baixo custo e fácil aceitação do paciente, como meio complementar de diagnóstico em doenças neurodegenerativas. Assim, como objetivo futuro pretendemos estudar as alterações funcionais na retina em modelos pré-clínicos de PHDA, identificando marcadores retinianos da doença que possam ser usados como meio de diagnóstico complementar. Numa segunda fase, será crucial fazer a translação para a clínica em projetos de colaboração “da molécula ao homem”.
FINANCIAMENTO: Fundação para a Ciência e Tecnologia (PEst UID/NEU/04539/2013 e PTDC/SAUFCF/098685/2008), COMPETE-FEDER (POCI-01-0145-FEDER-007440); Programa operacional do Centro 2020 (CENTRO-01-0145-FEDER-000008: BrainHealth 2020 - Deteção Precoce, Neuro-modulação e Terapias Avançadas para Neuropatologias (BID 2.1 e BID 2.3).
16:40
Outcome dos recém-nascidos de risco - Perturbações do neurodesenvolvimento na idade escolar
Rebolo, C.1 ; Gonçalves, J.2 ; Castelão, M.3; Bandeira de Lima, C.4 ; Baptista, M.5
1 - Psicóloga Clínica - Centro de Neurodesenvolvimento do HSM-CHLN/ ISPA – Instituto Universitário.
2 -Psicólogo Clínico - Centro de Neurodesenvolvimento do HSM-CHLN/ ISPA – Instituto Universitário
3 - Médica interna de Pediatria - Departamento de Pediatria, HSM-CHLN
4 - Psicóloga Clínica-Neurodesenvolvimento - Centro de Neurodesenvolvimento do HSM-CHLN.
5 - ediatra do Neurodesenvolvimento e Coordenadora do Centro de Neurodesenvolvimento do HSM-CHLN.
CATEGORIA: OUTROS
A prematuridade é uma das principais causas de mortalidade e morbilidade em recém-nascidos de risco (RNR). A presença de perturbações do neurodesenvolvimento (PND) tende a aumentar com a diminuição idade gesta-cional (IG), não se tendo ainda um conhecimento específico sobre a prevalência destas perturbações no início da idade escolar.
OBJETIVO: Identificar a existência de PND existentes entre os 7-8 anos de idade nos RNR.
MÉTODO: Revisão de processos de RNR referenciados à Consulta do Centro de Neurodesenvolvimento do HSM durante os anos 2009/2010 através do protocolo de seguimento de RNR. Foram consideradas todas as crianças que compareceram na consulta dos 7-8 anos (N=52). Foi considerado o diagnóstico principal e comorbilidades existentes.
RESULTADOS: O peso médio foi 1192 g (±343,5 dp): 21,2% tinham baixo peso, 44,2% muito baixo peso e 34,6% extremo baixo peso. A IG foi em média 29,5 semanas (±2,9 dp), sendo que 71,2% foram muito prema-turos (IG<32 semanas). 67,3% da amostra tinha pelo menos uma PND: PHDA foi o diagnóstico mais prevalente (42,3%), seguido de Perturbação de Linguagem (PL) e Perturbação dos Sons da Fala (7,7% cada), Perturbação do Desenvolvimento Intelectual (3,3%) e Perturbação do Desenvolvimento da Coordenação (PDC) (1,9%). 26,9% tinham uma comorbilidade associada, sendo a PL e PDC as mais frequentes (5,8% cada). 9,6% dos casos tinham duas comorbilidades associadas.
DISCUSSÃO: A prevalência elevada de PND na nossa amostra, em específico de PHDA, indica a importância da existência de protocolos de seguimento dos RNR até à idade escolar. A PHDA e a PL foram as mais preva-lentes em idade escolar, com impacto nas aprendizagens escolares. Os casos de PDI ocorreram abaixo das 25 semanas de gestação.
CONCLUSÃO: O seguimento das crianças RNR, sobretudo abaixo das 32 semanas, em Consultas de Neurode-senvolvimento constitui um procedimento imprescindível para diminuir o impacto da prematuridade no futuro desenvolvimento destas crianças.
16:50
“Perceção de Doença na PHDA” - Adaptação do Questionário de Perceção de Doença (IPQ-R) para cuidadores de crianças e jovens com PHDA
Sandra Afonso1 ; Inês Pessoa e Costa1 ; Inês Pessoa e Costa1; Ana Soares1; Rita Antunes1
1 - Hospital CUF Descobertas
CATEGORIA: OUTROS
Este estudo assume como principal objetivo adaptar o Questionário de Perceção da Doença (IPQ-R) para cuidadores (pais/ professores) de crianças e jovens com diagnóstico clínico de PHDA. Pretende-se compreender a forma como os cuidadores percecionam esta perturbação, desde aspetos relacionados com a PHDA, até a sua interferência no quotidiano das crianças.
O IPQ-R desenvolvido por Moss-Morris, et al. (2002) e adaptado e aferido por Figueiras, Machado e Alves, (2002) foi adaptado para o diagnóstico clínico de PHDA. Para tal, identificaram-se os sintomas descritos como mais relevantes, de acordo com o DSM-5, e as causas mais comumente atribuídas à PHDA. O IPQ-R na PHDA avalia 9 componentes: identidade (soma dos sintomas), duração, consequências, controle pessoal, controle de tratamento, coerência da doença, duração, representação emocional e causas.
Depois da adaptação destes parâmetros, o questionário foi sujeito a um pré-teste com 40 sujeitos. Os dados encon-tram-se a ser recolhidos junto de pais e professores de crianças com diagnóstico clínico de PHDA. Todos os partici-pantes preencheram ainda um questionário sociodemográfico que pretendeu caracterizar a amostra em estudo e o Questionário de Perceção da Doença (IPQ-R) adaptado para a PHDA.
Será utilizada uma análise exploratória e descritiva dos dados, que serão apresentados e discutidos a partir da literatura existente.
Como critérios de inclusão na amostra foram considerados cuidadores de crianças/jovens com este diagnóstico. O diagnóstico foi estabelecido a partir do cumprimento dos critérios da DSM 5 e ainda com base na aplicação e cotação da Escala de Conners, para professores e pais - Versão Revista (Forma reduzida - versão original: Keith Con-ners, 1997; versão portuguesa: Ana Nascimento Rodrigues,. 2 005). Esta investigação considera-se de particular pertinência, como contributo para a adaptação deste instrumento que assume também importantes potencialidades ao nível da intervenção, para um melhor ajustamento dos cuidados prestados aos desafios das crianças/jovens com este diagnóstico.
17:00
Relação entre a qualidade do sono e comportamentos indicadores de PHDA em crianças de idade escolar
Ana Maria Gomes
UAL - CIP Universidade Autónoma de Lisboa, Centro de Investigação em Psicologia, Departamento de Psicologia da Universidade Autónoma de Lisboa, Portugal
CATEGORIA: COMORBILIDADES
OBJETIVO: A presente investigação pretende analisar a relação entre a qualidade do sono infantil e a identi-ficação de comportamentos indicadores de Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção. Sabemos que as perturbações do sono podem intensificar os sintomas da P.H.D.A. Então uma boa higiene do sono também pode favorecer a concentração, melhorar os níveis de atenção e possibilitar melhores competências de autor-regulação (Silva, Silva, Braga, & Neto, 2013).
MÉTODO: A amostra é composta por um total de 860 crianças, 435 do género feminino (50,6%) e 425 do género masculino (49,4%), com idades compreendidas entre os seis e os 12 anos (M = 8.5, DP = 1.2). Este é um estudo quantitativo com um desenho transversal. Os instrumentos utilizados foram um questionário sociodemográfico, questionário de hábitos do sono das crianças (CSHQ-PT) e escala de conners para Professores – versão reduzida.
RESULTADOS: O valor médio do Indíce de Perturbação do Sono (IPS) é de 46.12 ± 7,78, logo 50,6% das crianças apresentam uma má qualidade do sono. As crianças que jogam jogos antes de dormir apresentam valores significativamente mais elevados na Latência do sono, Perturbações do Sono, Parassónias e Perturbação respiratória do sono. Embora não se verifiquem diferenças estatisticamente significativas os comportamentos compatíveis com a P.H.D.A. são mais elevados nas crianças com perturbação do sono. Os resultados revelam uma associação entre as Parassónias e os Problemas de oposição, dimensão medida na Escala de Conners e que integra a P.H.D.A..
CONCLUSÕES: É saliente que 50,6% das crianças apresentam uma má qualidade do sono, contudo parece existir uma relação entre as parassónias e comportamentos de oposição. Esses resultados vão ao encontro dos resultados de Cortese et al. (2009) que diz que as crianças com perturbações do comportamento como a P.H.D.A. apresentam maiores dificuldades ao nível das Perturbações de sono, designadamente, das Parassónias.
PALAVRAS-CHAVE: P.H.D.A., Perturbação, Sono, Crianças

Deadlines
importantes

4/3/18

Inscrição com desconto

15/4/18

Envio de comunicações

6/5/18

Fim inscrições on-line

7th World Congress on ADHD

Patrocinio Científico

Ordem dos Médicos
SPP

Acreditação

CCPFC/AAC

Informações úteis
Registo: CCPFC/ACC-100394/18,
Nº de horas acreditadas: 15
Válida até: 05-03-2021
Modalidade: Curso de Formação, Destinado a: Educadores de Infância, Professores dos ensinos básicos e secundário, Professores de Educação Especial
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